
O gênero brasileiro que se faz aqui
“O silêncio parou para ouvir o chorinho / Que os crioulos tocavam / Falando com a lua e as estrelas / Ao som do violão, da flauta e cavaquinho /(...) E os três, vão por esse mundão que se chama saudade / E conduzem três almas demais brasileiras”. (Waldemar Henrique e Bruno de Meneses)
Com o Projeto Choro do Pará, a Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves (FCPTN) tem contribuido para a difusão e incentivado a produção de um dos gêneros mais ricos e representativos da identidade brasileira: o Choro.
O Projeto oferece oficinas gratuitas de choro com turmas de violão (seis e sete cordas), cavaquinho, percussão e solo (flauta, sax, bandolim, violino, etc.) para a montagem da Orquestra de Choro do Pará. O Projeto é destinado a músicos profissionais que já toquem ou não chorinho e para músicos iniciantes que além de aprender o choro, terão a oportunidade de se profissionalizar com a convivência de músicos que já estão no mercado.
Claude Lago, saxofonista da Banda Sinfônica da Guarda Municipal a 16 anos, participa do Choro do Pará pelo segundo ano, e conta que aprender a tocar chorinho contribuiu para o seu desenvolvimento técnico, especialmente como solista, favorecendo seu desempenho em outros ritmos.
O Projeto também o incentivou a montar um grupo de choro, o que ano passado não foi possível pela falta de tempo dos músicos, que geralmente mantêm outra profissão. Mas o guarda saxofonista conta com os participantes da orquestra deste ano para, quem sabe, montar o próximo grupo de chorinho paraense.
Este é o terceiro ano do Projeto e em decorrência dele novos grupos de choro foram montados em Belém como o Charme do Choro, formado exclusivamente por mulheres, grupo Com a Corda Solta e grupo Chorando pra Cachorro, da Ilha de Mosqueiro.
A Orquestra de Choro do Pará se apresentou em 2007 no Teatro Margarida Schivasappa, no Festival de Choro da Casa do Gilson, no Arraial Natalino do Centur e na Praça da República pelo Projeto Música para Todos e em 2006 no Instituto de Artes do Pará (IAP).
Belém é considerada a terceira cidade de maior produção musical voltada para o chorinho, perdendo apenas para o Rio de Janeiro e Recife. Muitos “chorões” e “choronas” paraenses são reconhecidos nacional e internacionalmente, como Luiz Otávio Braga, Adamor do Bandolim e Luiz Pardal. É como parte da política do Governo do Estado do Pará de valorização e incentivo do potencial cultural local que a Fundação Tancredo Neves realiza este projeto.
Maiores informações: Gerência de Linguagem Sonora da Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves: (91)3202.4360.
| Material Didático para download |
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Partituras |
Música |
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01 - Vou Vivendo |
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02 - Vou Vivendo (Playback) |
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03 - Teu Beijo |
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04 - Teu Beijo (Playback) |
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05 - Jacobiando |
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06 - Louco por Música |
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07 - LoucoporMusica (Playback) |
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08 - O NÓ |
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09- Numa Seresta NOVO |
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10- Displicente NOVO |
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11- Flor Amorosa NOVO |
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