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O imaginário paraense na obra do autor carioca Márcio Vassalo

Imprensa

O imaginário paraense na obra do autor carioca Márcio Vassalo

Ele participará de oficinas e palestras na Feira Pan-Amazônica do Livro
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“Escrevo para me aproximar de mim mesmo e dos outros. Literatura é a arte da aproximação”, define o jornalista e escritor carioca Márcio Vassalo, que vai participar da Feira XXI Pan-Amazônica do Livro, em Belém. Durante muito tempo ele trabalhou como repórter de vários grandes jornais brasileiros, atuando nas editorias culturais – atualmente ainda trabalha como freelancer -, mas a literatura é o que o arrebata e o que mais se dedica. Além do Brasil, sua obra já foi publicada em outros países da América do Sul, como Chile e Europa, como Alemanha.

Apesar de escrever a maioria de seus livros com temática voltada para o público infantil, Vassalo afirma que escreve para todo mundo e confessa que vários personagens dos livros   são inspirados no cotidiano da capital paraense. Na infância, ele morou quase seis anos no bairro de Val-de-Cans, na vila militar, pois seu pai era oficial da Marinha. Tanto que, além de personagens, ele cita sabores, costumes e muitos detalhes de Belém que guarda no imaginário. Um dos personagens está no livro O menino da chuva no cabelo, uma espécie de biografia, que conta histórias de quando morava em Belém. Neste livro, o menino adora jogar futebol, mas troca o prazer de bater uma bola com os amiguinhos para ficar contemplando pela janela da casa a chuva que cai na tarde. “Este é um cenário que me lembra muito as histórias de Belém”, conta Márcio Vassalo.

Já a personagem do livro A fada Afilhada passa o dia botando gente no colo. A fada de nome Beatriz gosta muito de sorvete de taperebá, outra característica de sua convivência com a cultura e culinária paraenses.

Sedução - O escritor acredita que esse rótulo de literatura infantil é apenas por uma questão do mercado editorial. “A minha ideia é escrever textos para seduzir pessoas. Faço obras para todas as idades”, acentua o autor.

A obra A princesa Tiana e o sapo Gazé, editado em 1998, passou a ser vendido em uma cadeia de lojas de lingeries finas, além de livrarias. O livro mostra uma princesa, que atualmente poderíamos definir como empoderada. A história trata de estereótipos de beleza. É uma princesa fora dos padrões, que se aproxima do sapo e o aceita como tal.

Márcio Vassalo conta que sofreu influência de vários autores brasileiros, pois começou a ler muito cedo e ainda menino começou a escrever. Contos de Fernando Sabino, Luiz Fernando Veríssimo, poesias de Mário Quintana – este último o que mais o arrebatou -, serviram de fontes de experimentos para suas obras.

No caso de Mário Quintana, ele chegou a escrever a biografia do poeta a convite de familiares do autor. E já como jornalista da área cultural conheceu o escritor Manoel de Barros, que entre as entrevistas se tornaram amigos. “A obra dele é maravilhosa”, define.

No Pará, Vassalo cita o escritor marajoara Dalcídio Jurandir, romancista que faleceu no final da década de 1970, mas que deixou um grande legado literário. O escritor carioca afirma que o livro Chove nos campos de Cachoeira, que narra a dialética do povo marajoara “o atraiu de forma assombrosa”.

Márcio Vassalo estará pela terceira na XXI Feira Pan-Amazônica do Livro em Belém. Ele vai participar de mesas-redondas, palestras e oficinas de leitura e texto.

Serviço:

XXI Feira Pan-Amazônica do Livro

Programação: www.feiradolivro.pa.gov.br

Local: Hangar Centro de Convenções

Márcio Vassalo

Dia: 29 de maio

Oficina: Pra que serve a poesia na vida da gente?

Local: Sala 02-M.U 4