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Doc "Eu moro aqui", do Edital Cultura de Audiovisual

Imprensa

Doc "Eu moro aqui", do Edital Cultura de Audiovisual

Documentário mostra a vida dos habitantes de quatro unidades de conservação ambiental paraenses.
Doc "Eu moro aqui", do Edital Cultura de Audiovisual

Fotos: Divulgação

 

A vida e a organização social dos moradores de quatro unidades de conservação ambiental do Pará é tema do documentário "Eu moro aqui", um dos projetos contemplados pelo Edital Cultural de Audiovisual. O primeiro dos quatro episódios da produção começa a ser exibido a partir desta segunda-feira (11), às 20h, na TV Cultura do Pará.

 

Realizado pela TV Norte Independente, a série tem direção e pesquisa assinados pelo cineasta Fernando Segtowick.

 

"A série é um pouco política porque aborda como é a organização social destas comunidades, mostrando o que é esse local e como funciona o corporativismo. O que a gente procura entender é como é morar em um lugar destes? Qual era o compromisso deles com a floresta? E observamos que mesmo morando em lugares afastados, essas pessoas se organizam, se mobilizam e acreditam em diferentes maneiras de preservar espaços e sobreviver a partir dele", destaca Fernando Segtowick, diretor do documentário, lembrando que cada episódio da série possui 26 minutos de duração.

 

 

A produção tem um olhar apurado sobre os moradores das unidades de conversação e mostra com detalhes a relação destes com a sustentabilidade e natureza. No primeiro episódio foi retratado o turismo como saída sustentável na Reserva Extrativista Tapajós, oeste paraense, depois a produção visitou a Reserva Extrativista Mãe Grande Curuçá, em Curuçá, destacando a importância da reserva marinha para a comunidade. O terceiro episódio mostra a realidade das produtoras de açaí da Reserva Extrativista  Terra Grande Pracuuba, em Curralinho, na ilha do Marajó. O quarto episódio aborda a Comunidade Quilombola de Cachoeira Porteira, em Oriximiná, oeste paraense, que luta há anos pelo conhecimento do seu território. No total, mais de 30 pessoas foram envolvidas no documentário, que levou quase dois anos para ficar pronto e recebeu R$ 500 mil para realização, além de gerar empregos diretos e indiretos no setor audiovisual paraense.

 

Para gravar o documentário, a equipe da produtora TV Norte viajou para o interior do Estado e desbravou comunidades onde a maioria dos paraenses não conhece a realidade. "O legal da série é levar, mesmo para quem é paraense, a realidade destes lugares que ficam a milhares de distância. Tecnicamente foi um desafio muito grande para equipe entrar nessas unidades e gravar com equipamentos grandes. É uma realidade que nós mesmos desconhecemos, mas que atraiu muito a nossa atenção e com certeza vai atrair a do público também", completa Segtowich.

 

Uma das realidades retratadas foi a da Associação dos Usuários da Reserva Extrativista Mãe Grande de Curuçá (Auremag), que fica no município de Curuçá, nordeste paraense. A reserva marinha de praias, rios e mangues, é mantida por meio de uma gestão compartilhada entre o Governo Federal, por meio do ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade) e a sociedade civil organizada, representada pela Auremag.

 

"Achamos muito importante essa iniciativa porque divulga e mostra o nosso trabalho. Para nós é muito importante assumirmos a questão da identidade de pescador e extrativista porque temos orgulho do que fazemos aqui", observa Alcinei Negrão Negrão Flexa, presidente da Auremag. A reserva acolhe 52 localidades reconhecidas pelo Governo Federal, divididas em oito pólos de conservação. Atualmente são duas mil famílias cadastradas na associação e mais seis mil usuários que dependem do local para o sustento diário."O documentário veio no momento certo porque estamos contribuindo ao máximo para a manutenção da reserva, mostrando o trabalho e as relações importantes que fizemos nestes anos", comemora Flexa. 

 

Povo que luta pelo reconhecimento de seu território, a Comunidade Quilombola de Cachoeira Porteira, em Oriximiná, oeste paraense, também ganhou um olhar diferenciado na produção paraense. O documentário mostra como as 90 famílias da Comunidade sobrevivem da pesca, extração de castanha do Pará e do turismo sustentável, que são as principais atividades desenvolvidas por lá.

 

"Ter a realidade da comunidade sendo tema de filme foi muito gratificante para todos nós, que lutamos há mais de 10 anos pelo reconhecimento da nossa terra. Ficamos muito felizes em mostrar uma comunidade quilombola para todos os paraenses", contou Ivanildo Carmo, presidente da Comunidade Quilombola de Cachoeira Porteira, que mora há 44 anos no território.

 

Seu Ivanildo é filho de um dos quatro casais que fundaram a comunidade margeada pelas águas claras do Rio Trombetas. O título definitivo da terra está em fase de reconhecimento pelo Governo do Estado, pois fica dentro da Floresta Estadual do Trombetas, uma das 21 unidades de conservação estaduais geridas pelo Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará (Ideflor-bio). "Nossa luta vem de muito tempo, desde os tempos dos quilombos, dos nossos antepassados, sempre procuramos manter viva essa memória na comunidade e com o reconhecimento definitivo da nossa terra será uma conquista muito grande para todos", comemora.

 

O documentário será exibido de segunda-feira (11) a quinta-feira (14) e dias 18 a 21, sempre às 20h, pela TV Cultura do Pará.

 

Edital

 

A série "Eu moro aqui" foi umas das quatro contempladas pelo Edital Cultura de Audiovisual, lançado em 2014, pela Cultura Rede de Comunicação. A TV Cultura do Pará foi a única emissora pública do Norte do Brasil a garantir edital voltado para área em parceria com a Agência Nacional do Cinema (Ancine). No total, foram destinados R$ 3 milhões para produtoras paraenses selecionadas realizarem as minisséries, sendo R$ 1 contrapartida da emissora e R$ 2 milhões da Ancine. Em novembro, a Cultura Rede de Comunicação deve lançar um novo edital de audiovisual, dessa vez voltado para a captação de produtos que possam fazer parte da grade de programação da emissora.

 

"A TV Cultura do Pará sempre foi parceira do realizador independente, que tem espaço em nossa grade como janela para exibição deles. Mas em 2014 nós demos um passo muito grande, que foi de fato implementar uma política pública de audiovisual no Estado por meio de uma parceria inédita com a Ancine. A partir dai o objetivo foi fomentar essa produção para que tivéssemos obras mais consistentes e que pudessem ser exibidas em outras emissoras, tanto brasileiras como internacionais, depois que fossem lançadas pela TV Cultura do Pará", finaliza a presidente da Cultura Rede de Comunicação, Adelaide Oliveira.