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O mestre foi guitarrear junto às estrelas

O mestre foi guitarrear junto às estrelas

Morre Mestre Vieira, o criador da guitarrada paraense.
O mestre foi guitarrear junto às estrelas

Foto: Camila Lima / Portal Cultura

 

Foi na tela grande de um cinema de Belém que aos 14 anos de idade Joaquim de Lima Vieira conheceu a guitarra pela primeira vez, instrumento musical que tempos depois veio, juntamente com o seu talento para a música, lhe dar o título de “Mestre Vieira da Guitarrada Paraense”. Após aquele primeiro e mágico contato, uma coisa ficou certa na mente daquele menino: o bandolim, que aprendera a tocar ainda pequeno com seu pai, deixou de ser a sua paixão. Vieira passou a querer muito dedilhar uma guitarra.

 

Nascido em Barcarena, região do Baixo Tocantins, no Pará, Mestre Vieira, com 83 anos, nos deixou nesta sexta-feira, dois de fevereiro, após uma longa luta contra um câncer. Ele foi o criador do gênero musical “guitarrada”, estilo que tem como marco o disco “Lambadas das Quebradas” lançado por ele em 1978.

 

Ao longo dos 60 anos de sua carreira gravou 18 álbuns. As músicas “Lambada do Rei" (1980) e “Lambada Jamaicana” (1982) são considerados seus maiores sucessos.

 

Durante os anos 2003 a 2009 fez parte do grupo “Mestres da Guitarrada”, período em que lançou dois álbuns: “Mestres da Guitarrada” (2004) e “Música Magneta” (2008). Nesse mesmo ano recebeu do Ministério da Cultura a medalha da Ordem ao Mérito Cultural por seu importante trabalho em nome da cultura brasileira.

 

Em 2013 lançou o DVD “Mestre Vieira 50 anos de Guitarrada” como resultado do show homônimo gravado no Theatro da Paz, em Belém, ao lado de diversos artistas locais e nacionais. Suas últimas apresentações foram no segundo semestre do ano passado, quando chegou a fazer shows em Barcarena, sua terra natal, como parte das comemorações pelo seu 83º aniversário.

 

Ele partiu. Deixou o dia de hoje mais triste, mas todo o seu talento e musicalidade permanecem vivos na memória daqueles que aprenderam a reconhecer sua singularidade e grandeza como artista. Siga em paz, Mestre Vieira!