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UFRA abre inscrições em cursinho bilíngue para surdos

UFRA abre inscrições em cursinho bilíngue para surdos

O projeto oferta 25 vagas e recebe inscrições até o dia 09 de fevereiro
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Um cursinho preparatório gratuito para Exame Nacional de Ensino Médio (ENEM) com conteúdo repassado todo em Libras, a língua brasileira de sinais. Esse é o objetivo do “Cursinho Bilingue para surdos, com foco no Enem”, curso que será ofertado pela primeira vez na Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), campus Belém.

 

O projeto oferta 25 vagas e recebe inscrições das 08h às 11h30, no período de 05 a 09 de fevereiro. As matrículas devem ser efetuadas no Bloco do curso de Letras/Libras da UFRA. As aulas vão de março a outubro, no campus da UFRA em Belém, prédio de Letras/Libras, sempre das 07h30 às 12h30, de segunda a sábado. O início das aulas está previsto para 05 de março.

 

Para se inscrever o aluno surdo precisa apresentar comprovante de matrícula no 3º ano do Ensino Médio na Educação de Jovens e Adultos correspondente ao Ensino Médio ou Histórico Escolar de Conclusão destes (fotocópia); RG (original e fotocópia); Uma foto 3x4 recente; Comprovante de residência atualizado (fotocópia); Certidão de Nascimento ou Casamento (fotocópia);

 

Segundo a coordenadora do cursinho bilingue, professora Pâmela Matos, que é surda, o número ainda é reduzido de vagas, mas isso vai garantir que cada aluno possa ser acompanhado de acordo com a sua necessidade. “O aluno surdo encontra muitas barreiras educacionais, não é uma questão de inteligência e sim de dificuldade de acesso, principalmente na língua, e nosso objetivo aqui é contribuir com suas necessidades, excluindo as barreiras. Há muitos cursinhos preparatórios, mas o foco sempre são os ouvintes. Eu mesma tive muita dificuldade de entender conteúdos, principalmente porque os professores não eram preparados pra me ensinar, não sabiam a minha língua que é libras e isso causou um certo distanciamento entre nós comprometendo o meu aprendizado”, diz a professora.

 

As aulas seguirão todo o conteúdo do ENEM, com uma diferença: a inclusão de uma disciplina de Libras, para o caso de ocorrerem alunos surdos que ainda tenham dificuldade em se comunicar pela sua língua-mãe. “No Enem esses alunos farão a prova em Libras, porém alguns alunos podem ainda não ter essa fluência, principalmente os que são oriundos de áreas rurais, então nós também vamos fortalecer essa aprendizagem. Nosso objetivo é que essas 25 pessoas se esforcem e consigam um bom resultado, que é a aprovação. Nós queremos que eles acreditem nos seus sonhos e consigam entrar na universidade, independente do curso. O surdo tem plena capacidade de aprender tudo o que ele quiser e exercer qualquer área que ele almejar, mas só precisa de acessibilidade pra isso, então é o que a UFRA vai oportunizar”, diz a professora.

 

O projeto faz parte do programa de pesquisa e extensão “Amalibras” do Núcleo Amazônico de Acessibilidade, Inclusão e Tecnologia (Acessar/UFRA) e vai ocorrer em parceria com o curso de Licenciatura em Letras Libras e o Centro Acadêmico de Letras LIBRAS e com o apoio da Pró-Reitoria de Extensão (Proex), Instituto CiberEspacial (Icibe/UFRA) e voluntários de outras Instituições de ensino superior.

 

 

AmaLibras

 

“O Amalibras é um programa de pesquisa e extensão que busca disseminar o uso da Língua de sinais sob suas várias formas, buscando acessibilizar cada vez mais o ambiente acadêmico, para que pessoas surdas possam ter acesso à todos os serviços disponíveis no campus”, diz a coordenadora do Acessar, professora Andréa Miranda.

Além do cursinho preparatório, o Amalibras e seus colaboradores estão trabalhando na criação de um glossário, ou dicionário, com os principais termos utilizados nos diferentes cursos e conteúdos acadêmicos da UFRA. “Os alunos e professores do curso de letras/libras estão empenhados na tarefa de adaptar esses termos para a Língua de sinais, e se for necessário, até criar sinais novos para representar aqueles termos que podem não existir em Libras”, diz a coordenadora.

 

A equipe do projeto também está adaptando e estudando toda a documentação administrativa da universidade, como regimentos internos, formulários, calendários e demais documentos para que o aluno surdo possa ter necessidade de usar durante sua trajetória acadêmica. “O programa também já disponibiliza turmas de ensino de Libras para alunos, servidores e para a comunidade externa, que são ofertadas anualmente. E estamos aguardando a definição para darmos início a uma pós-graduação para intérpretes de Língua de sinais”, finaliza a coordenadora.

 

Foto: Mario Guerrero 

Texto: Vanessa Monteiro