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17 de maio: dia de luta contra o preconceito

17 de maio: dia de luta contra o preconceito

O Dia Internacional Contra a LGBTfobia é comemorado há 28 anos, mas o preconceito continua.
17 de maio: dia de luta contra o preconceito

Foto: Rodolfo Oliveira / Agência Pará

 

Foi apenas em 17 de maio de 1990 que a homossexualidade deixou de ser considerada uma doença, quando foi retirada oficialmente da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde (CID) da Organização Mundial da Saúde (OMS). Mesmo que o ato trate apenas da orientação sexual e não da identidade de gênero, a data ficou marcada como uma grande vitória para o Movimento LGBT e é comemorada até hoje como um símbolo dessa luta.

 

Mesmo com esse avanço, o preconceito contra gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais, chamado de LGBTFobia, ainda persiste e tem gerado dados alarmantes de violência contra esses grupos. Apenas em 2017 foram registradas 445 mortes por homofobia somente no Brasil, número 30% maior que em 2016, segundo dados levantados pelo Grupo Gay da Bahia (GGB).

 

O assassinato da população LGBT é um extremo que nasce em ações e ambientes cotidianos, em preconceitos manifestados de maneira verbal e em pequenas atitudes, que acabam se tornando discriminação e diversas formas de violência. Além da homossexualidade, as vítimas costumam estar também em outras situações de vulnerabilidade social. Entre os homens gays mortos por homofobia em 2017, a maioria eram jovens negros e pobres.

 

Já em relação a mulheres lésbicas, bissexuais e transexuais, a possibilidade de violência é grande devido a diversos preconceitos que se somam à LGBTFobia. Entre 2000 e 2017 foram registradas 180 mortes de mulheres lésbicas, das quais 126 ocorreram somente entre 2014 e 2017, de acordo com o Dossiê Sobre Lesbocídio no Brasil, elaborado pelo Grupo de Pesquisa Lesbocídio – As histórias que ninguém conta.

 

Segundo o dossiê, as maiores fontes de discriminação, violência e assassinatos são pessoas do círculo social da vítima. Letícia Fonseca, de 21 anos, após se assumir lésbica para a família, chegou a ficar sem falar com o pai por três meses e ainda enfrenta situações de desrespeito com a sua orientação sexual. “Eu tive uma tia que chegou a me atacar pelo Facebook, me xingou de vagabunda... E até hoje eu sinto um recuo da minha família em relação a isso, tem gente que fica falando que eu só não gosto de homem porque falta alguém para fazer eu me descobrir heterossexual.”, conta.

 

Os dados de violência assustam e impactam diretamente a população jovem, que é a mais atingida. Esses jovens, normalmente em processo de descoberta e auto aceitação, se deparam com ambientes e situações hostis, fazendo com que ele se sinta inadequado e não consiga lidar com a sua própria diferença. Para Letícia, estar em um local sem preconceitos e sem questionamentos de conduta foi fundamental para sua afirmação e reconhecimento pessoal. “O que me fez aceitar, descobrir e explorar mais a minha sexualidade foi estar na Escola de Teatro, porque eu comecei a conversar com as pessoas sobre isso e foi a primeira vez que ninguém me disse que eu estava errada. Foi estar num meio social que me proporcionou um aconchego ao contar sobre essa sexualidade e não ouvir julgamentos.”, relata.

 

Letícia também aponta formas de superação de tabus em relação à homossexualidade. Para ela, além da educação, a representatividade na grande mídia também é importante. Recentemente, uma mãe postou nas redes sociais a sua indignação com uma cena de beijo lésbico no seriado “Malhação”, da Rede Globo, cenas que para Letícia são um avanço que permitem aos jovens homossexuais se enxergar e se reconhecer, e aos jovens heterossexuais aceitar e respeitar as diferenças. “É representar essas pessoas de maneira mais cotidiana, mais normal. É gente. É gente como todo mundo. Sente dor, sente frio, medo, alegria. A gente só quer estar no mesmo lugar dessas pessoas e ter as mesmas oportunidades, os mesmos direitos.”

 

A LGBTfobia ainda está presente na sociedade, mas é por isso que datas como o 17 de maio são necessárias. Refletir e entender a importância dessa luta é fundamental para a quebra de concepções que vão contra os direitos humanos mais básicos, para que se possa ir em direção a um mundo menos desigual.

 

Texto: Ana Paula Castro