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Presença de negros na publicidade aumenta

Rádio Cultura

Presença de negros na publicidade aumenta

No entanto, a porcentagem ainda é de apenas 11% dos personagens
Publicado em 09/08/2018
No entanto, a porcentagem ainda é de apenas 11% dos personagens
Presença de negros na publicidade aumenta
Reportagem: Felipe Feitosa
Edição: Cássia Nascimento
 
 
Nos últimos anos, a propaganda brasileira passou por diversas transformações. A mais recente foi detectada por um estudo que revelou um aumento de 57% de homens negros como protagonistas de peças publicitárias, sendo agora 11% do total de personagens. O número de mulheres saltou de 3 para 16%. 
 
 
Apesar destes avanços, a propaganda brasileira ainda é marcada por estereótipos. “A gente vê que ainda tem muitas marcas que quando querem falar de um produto de limpeza colocam a mulher com a especialista, isso é um estereótipo. Idealmente o que se quer é que homens e mulheres dividam as funções dentro de uma casa. Além de outros tipos de estereótipo como a hipersexualização, a fragilização, cor, um padrão de beleza dominante”, explica a responsável pelo estudo, Isabel Aquino.
 
 
Apesar da evolução dos números. A busca por equidade ainda é um caminho longo. O levantamento deixa claro que os negros são a maioria dos atores coadjuvantes. “A gente sabe que o racismo está dissimulado de tal forma na sociedade brasileira, que a gente passa de forma não explícita por diversas situações. Por exemplo, quando você vai fazer um teste em que o perfil que estão pedindo não é um perfil característico dos negros brasileiros, que é a maioria da população”, relata o ator negro Carlos Vera Cruz. 
 
 
Outro desafio é a aceitação por parte do telespectador. Um dos episódios mais recentes foi quando uma marca de perfumes fez uma campanha alusiva ao Dia dos Pais usando personagens negros. Na internet, o público ironizou a peça e houve uma campanha de avaliação negativa do material. 
 
 
A consultora de comunicação em raça e gênero Elaine Martins explica que esta reação ainda é reflexo da falta de representatividade, nas agências e produtoras responsáveis por conteúdos. “Se você tem uma equipe que não representa nem pessoas negras, nem mulheres e nem pessoas da comunidade LGBT, fatalmente a sua campanha ou não vai representar essas pessoas ou vai representá-las de modo estereotipado  ou ainda, o que acontece muito, é que vai ser absolutamente falso”, avalia. 
 
 
Nos próximos anos a tendência é que ocorra uma abertura do mercado e que o público veja materiais sem preconceitos. Até lá, ainda é possível que comerciais e campanhas possam trazer marcas de desrespeito. “Eu acredito que isso vá crescer cada vez mais, obviamente que a partir do momento em que certos comportamentos que não são legais, a gente vá conseguindo resolver isso, mas o cenário é que a gente ainda vê muitas situações, muitos esteriótipos que a publicidade se vale ainda para contar as histórias”, afirma a pesquisadora Isabel Aquino.
 
 
As análises foram feitas em todos os comerciais veiculados nos canais de TV aberta de todo o país. Foram mais de 1.800 peças estudadas.