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Como vai ser o mundo pós-pandemia?

Como vai ser o mundo pós-pandemia?

Pessoas contam as expectativas para quando o período de isolamento social passar
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O coronavírus mudou a vida das pessoas. E não apenas durante o período de isolamento social, quando tiveram que ser afastados dos amigos e familiares, em que pararam de esperar na parada de ônibus ou aguentar o sol da tarde. Mas as mudanças mais profundas, as que alteraram hábitos e rotinas, só poderão ser vistas quando a quarentena deixar de ser a norma, o que resta até lá são os questionamentos de como a pandemia vai afetar as vidas individuais.

 

A psicóloga, especialista em neuropsicologias e em terapias cognitivas, Milany Carvalho, explica que é preciso olhar antes para como cada um reagiu ao período de quarentena. Ela observa que cada pessoa possui traços de alguns transtornos e que por alguma situação gatilho como a pandemia acaba o desenvolvendo. “Alguns têm aprendido a lidar com esse momento e se reestruturado, mas outros vão sair mais fragilizadas. Nesse cenário, os transtornos que mais estamos verificando é a depressão, ansiedade e do pânico”, informa.

 

A professora do curso de Psicologia da Universidade da Amazônia (UNAMA) aconselha as pessoas reverem as antigas rotinas e repensarem o que era importante de fato, além de avaliar algumas mudanças. “Quando deparamos com uma situação como essa acabamos tendo a possibilidade de se ver no mundo de uma forma diferente. Então, antes de sair, a gente precisa fazer essa reflexão e buscar esse autoconhecimento”, destaca.

 

De acordo com Giullia Moreira, aluna de Comunicação Social, uma lição duradoura foi sobre a organização que precisou ter para ajustar a nova rotina, já que a maior parte das atividades ela fazia fora de casa. Adaptar-se para criar os novos horários que combinassem afazeres da casa com estágio e outras atividades tornou-a mais organizada e disciplinada, além de contribuir para a saúde mental.

 

Mara Garcia, universitária de Psicologia, administradora do lar e mãe de duas filhas, conta que considerava a família como “rueira” e que o período em casa está servindo para ter um novo olhar sobre a casa. “Sempre valorizamos nosso lar, mas a nossa casa física deixamos para depois. E nessa quarentena conseguimos olhar de maneira mais minuciosa para coisas que poderíamos mudar. Então acabamos também gostando de ficar em casa”.

 

Outro ponto que a estudante conta é que passou a valorizar mais o descanso, já que a intensa rotina nunca deixava ela descansar o necessário. Além de trazer atividades para dentro de casa, ela passou a valorizar hobbies abandonados ou esquecidos, como cuidar de plantas, colocar as leituras em dia e cozinhar.

 

Até lá, Giullia relata que outra aprendizagem para esse planeta pós-isolamento são os cuidados com a higiene, com as recomendações atuais de distanciamento e limpeza ainda valendo. “O uso de máscaras, por exemplo, era um costume que apenas os países asiáticos adotavam no dia a dia e é algo que sempre foi muito necessário”, observa.

 

A graduanda revela que a valorização da família e amigos foi outro ponto que a quarentena vai deixar. “Minhas maiores expectativas são de rever meus parentes e amigos e voltar à normalidade, sabe? A gente está vivendo sob constante tensão, com notícias tristes, muitas perdas e tantas pessoas passando por dificuldades. Então eu desejo muito que a sensação de paz e mais controle sobre as nossas vidas retorne”, afirma.

 

De acordo com Milany, é preciso olhar para como cada pessoa foi atingida pela pandemia, já que algumas se afetaram economicamente, com a perda de empregos, outras, como a Giullia, viram os efeitos nas relações interpessoais, e também teve quem perdeu algum amigo ou familiar para o vírus. A psicóloga ressalta que a sociedade cobra força, mas para algumas pessoas e casos isso não ajuda, lembrando que buscar ajuda é autocuidado e conhecimento.

 

Um mundo mais empático

Um dos principais efeitos do coronavírus foi escancarar a desigualdade em que as pessoas ainda vivem. Segundo um estudo da organização #VoteLGBT, 28% dos entrevistados da comunidade apresentaram problemas de saúde mental, número quase quatro vezes maior que o registrado na população brasileira. Outro dado aponta que a taxa de desemprego entre o grupo é de 21,6%, enquanto que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra 12,2% de desempregados no Brasil durante o primeiro trimestre de 2020.

 

Além dos LGBTs, os registros de violência doméstica e feminicídio cresceram durante a pandemia. De acordo com a pesquisa do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), o número de feminicídio no Brasil teve um crescimento de 22,2% em 12 estados brasileiros, nos meses de março e abril. 

 

Esses e outros grupos ficam mais tempo em casa com os seus agressores e não possuem mais a rota de escape em familiares e amigos. Giullia lembra que sempre foi preciso cuidar de grupos em vulnerabilidade e minoritários, mas que durante a quarentena muitos problemas sociais se acentuaram. 

 

Um exemplo é a quantidade de pessoas que não puderam realmente se isolar e cuidar da sua saúde pois precisavam trabalhar e manter as condições da casa. Então é importante que a sociedade encontre formas de minimizar os efeitos dessa pandemia para esses grupos, que com certeza sofreram ainda mais com os impactos da Covid-19”, destaca a estudante de Comunicação.

 

A psicóloga Milany explica que a sociedade precisa buscar olhar para o outro com mais afeto, carinho e acolhimento, resgatar essa sensibilidade. “Então esses grupos precisam  ser acolhidos e ouvidos. Se você que está passando por isso, não tenha vergonha ou medo, sempre existe uma saída, possibilidades e mudanças”, orienta.

 

Mara também ressalta que durante o isolamento surgiram muitas iniciativas que ajudam os grupos em situação de vulnerabilidade, que atuavam na entrega de alimentos e manutenção dos direitos humanos. “Outro ponto é o cuidado com o próximo, quantas vezes estamos com o outro mas não prestando real atenção? então o exercício de dar atenção a alguém é também ensinar o outro que ele pode dar cuidado ao outro. Esse amor ao próximo é algo que precisamos continuar exercitando, isso deve permanecer e continuar crescendo”, relata.

 

Foto: Freepik