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Exposição digital conta a história de luta dos Kayapó

Exposição digital conta a história de luta dos Kayapó

Mostra reúne fotografias e vídeos produzidos pelos indígenas, contando um pouco das suas histórias de resistência e defesa do território.
Exposição digital conta a história de luta dos Kayapó

Uma exposição que reúne fotos e vídeos produzidos pelos próprios índios Kayapó, contando um pouco da resistência frente à colonização, bem como a capacidade desses povos em se apropriarem das tecnologias para contar a sua própria história e defender o seu território. É o que propõe a mostra “A câmera é nossa arma”, sobre os indígenas de etnia Mebêngôkre (Kayapó), lançada pelo Museu Paraense Emílio Goeldi através da internet.

 

A exposição acontece em parceria com o Museu Americano de História Natural (AMHN, sigla em inglês), o Programa de Pós-Graduação em Antropologia de Museus da Universidade de Columbia, ambos localizados na cidade de Nova Iorque.

 

Além das fotos e vídeos, a mostra inclui entrevistas com lideranças e uma vitrine em 3D, que será inaugurada presencialmente na Sala dos Povos Indígenas da América do Sul, quando o AMHN retornar às atividades, paralisadas em função da pandemia do novo coronavírus.

 

O título faz referência a uma frase de Kiabieti, pioneiro cineasta Kayapó que participou da filmagem da Constituinte em 1988. “O vídeo é nosso arco e flecha, é nossa arma”, declarou ele em entrevista à National Geographic, em 2015.

 

Os Kayapó têm uma capacidade fenomenal de incorporar e de se apropriar de armas, adornos, nomes, canções e outros bens culturais capturados de seus inimigos. O uso da câmera como uma arma de autodefesa cultural e territorial parece ser uma nítida extensão dessa tradução antiga dos Kayapó. A câmera virou literalmente uma borduna na mão deles”, conta o antropólogo Glenn Shepard, pesquisador do Museu Paraense Emílio Goeldi e um dos idealizadores da exposição.

 

Exposição também chama a atenção para morte de indígenas pela covid-19

 

Com uma mensagem sobre dinamismo cultural, capacidade de mudança e sobrevivência, a exposição é lançada em um contexto preocupante para os povos indígenas em todo o país.

 

Segundo os dados do Comitê Nacional pela Vida e Memória Indígena até o dia 04 de julho, 11.385 indígenas foram infectados pelo novo coronavírus em todo o Brasil. São 124 povos indígenas com casos confirmados e 426 mortes. Os estados com mais óbitos de indígenas por Covid-19 são o Amazonas, com 162; seguido do Pará, com 74; Roraima, com 43; Mato Grosso, com 41; e Maranhão, com 26.

 

Para Shepard, apesar da exposição não tratar especificamente do tema da pandemia e de abordar apenas um entre as centenas de povos indígenas da Amazônia, a sua mensagem é muito relevante no presente momento.

 

A exposição fala sobre a resistência histórica do povo Kayapó, que migrou cerca de 1.600 quilômetros do cerrado do Brasil Central até a Amazônia para se defender contra os invasores portugueses. A exposição trata da luta do povo Kayapó, em conjunto com outros povos da floresta, contra a usina hidrelétrica de Belo Monte. A exposição aponta esse espírito guerreiro do povo Kayapó, a sua capacidade e criatividade em se adaptar ao mundo moderno e em defender sua cultura e seus territórios”, aponta o pesquisador. 

 

Serviço:

 

A exposição virtual “A câmera é nossa arma” pode ser vista através do link https://archaeology.columbia.edu/video-guerreiros-kayapo/

 

Com informações de Brenda Taketa.

 

Foto: Reprodução