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Atropelamentos de ciclistas aumentaram 57% no Brasil

Atropelamentos de ciclistas aumentaram 57% no Brasil

Dados chamam a atenção sobre a necessidade de mais infraestrutura para o trânsito de bicicletas nas cidades
Atropelamentos de ciclistas aumentaram 57% no Brasil

Preciso sair de casa todo dia para ir ao trabalho, mas, diante da situação causada pela pandemia, fiquei preocupada em ter que usar  o transporte público que, além de deixar a desejar em relação à qualidade, na maioria das vezes trafega muito cheio, situação que acaba favorecendo o contágio por esse novo vírus. Por essa razão, passei a utilizar a bicicleta para me deslocar”.

 

O relato acima é da operadora de caixa, Joseane Farias. Ela, assim como tantas outras pessoas, faz parte do grupo de profissionais de serviços essenciais que não puderam parar, nem mesmo no momento de pico da pandemia do novo coronavírus em Belém, e que, em busca de um transporte mais seguro e livre de aglomerações, passou a fazer uso da bicicleta.

 

Diante do atual cenário trazido pelo Covid-19 uma das preocupações de quem precisa ir trabalhar diz respeito ao meio de transporte. Quem não possui veículo próprio para se locomover tem de contar com o transporte coletivo e enfrentar problemas como a superlotação dos mesmos, situação que impossibilita o distanciamento social necessário neste momento. Diante disso, para muitos, a bicicleta passou a ser uma alternativa barata e que ainda permite manter o corpo em movimento. Contudo, outra questão despontou: a insegurança no trânsito e o risco de acidentes.

 

Um levantamento da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet), apresentado no último dia 31 de agosto, a partir dos dados do Sistema Único de Saúde (SUS), mostrou que o número de atendimentos hospitalares a ciclistas atropelados cresceu 57% entre 2010 e 2019. Passaram de 1.024, em 2010, para 1.610, em 2019. Em 2020, até junho, já foram pelo menos 690 internações. Nos últimos dez anos foram quase 13 mil internações e R$ 15 milhões por ano no tratamento de acidentes de trânsito envolvendo ciclistas.

 

O mesmo estudo mostrou que, entre 2010 e 2019, 13.718 ciclistas morreram no trânsito após se envolverem em algum acidente, 60% deles em atropelamentos.

 

Nem o isolamento social, aplicado no país em virtude da pandemia do novo coronavírus, freou o número de acidentes. Na comparação com o mesmo período de 2019, as internações tiveram baixa de apenas 13%, mostrou também a Abramet. Esse aumento no número de acidentes e, consequentemente, de atendimentos médicos, ainda de acordo com o estudo, tem forte relação com o maior uso da bicicleta no dia a dia, em detrimento de outros veículos, como os ônibus urbanos, por exemplo.

 

Situação no Pará

 

Dados da Secretaria de Saúde do Pará (Sespa), baseados nas informações do Ministério da Saúde, mostram que o número de ciclistas internados no estado por atropelamentos chegou a 246 em 2018; 216 em 2019 e 85 entre 1º de janeiro a 30 de junho deste ano. Em relação às mortes, houve 24 casos em 2017 e 18 nos anos de 2018 e 2019. Os registros de 2020 ainda não estão disponíveis.

 

 

Rede assistencial - No estado o Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), referência em Traumatologia, atendeu 99 ciclistas em 2018; mais 211 no ano seguinte e outros 82 entre janeiro e julho deste ano. O HMUE disponibiliza um centro de reabilitação para atendimento dos pacientes na própria unidade.

 

Incentivo ao uso de bicicletas

 

Em 2018, foi sancionado no país, pela Presidência da República, o Programa Bicicleta Brasil, de estímulo à construção de ciclovias, ciclofaixas, bicicletários e a oferecer pontos de aluguel de bicicletas. O programa, no entanto, ainda depende de regulamentação. 

 

Para o presidente da Abramet, Antônio Meira Júnior, as cidades não têm acompanhado o crescimento da demanda e não têm investido em infraestrutura suficiente. “É preciso reconhecer que, ao longo dos últimos anos, houve melhorias na estrutura de algumas cidades, sobretudo em grandes capitais. No entanto, essas mudanças não acompanharam a crescente demanda de pessoas que utilizam as bicicletas como meio de transporte, esporte ou lazer”, finalizou.

 

Por Lourival Borges / Portal Cultura.

 

Foto: Reprodução