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Dia dos Professores: profissionais contam experiência de adaptação

Dia dos Professores: profissionais contam experiência de adaptação

Pandemia tirou professores da sala de aula e estabeleceu novas práticas aos profissionais
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Andar pela sala, escrever no quadro e olhar no olho dos estudantes. Alguns tradicionais hábitos da sala de aula precisaram ser adaptados durante a pandemia do novo coronavírus. E os principais mediadores desta mudança foram os professores, que necessitaram rever os principais pontos que aprenderam durante a vida na docência para servir como ponte aos estudantes nessa realidade.

 

Anderson Ruivo, professor de Biologia da rede pública e privada, nunca se viu em outra profissão. Dar aulas era um sonho de infância. E isso não mudou nos 20 anos em sala de aula, mas outras coisas se modificaram, como métodos e ferramentas de ensino. Ele conta que, com a pandemia, a rotina ficou ainda mais corrida justamente por precisar pensar sobre como alcançar os estudantes de forma mais ativa.

 

“O meu nível de ocupação realmente aumento muito, é algo que você se desgasta mais porque você precisa se reinventar para atingir essas crianças de forma eficiente. Eu senti que trabalhei muito mais durante a pandemia”, explica. A sobrecarga não foi apenas uma percepção de Anderson, Uma pesquisa realizada pelo Instituto Península com 2.400 professores da educação básica do Brasil aponta que os profissionais da área relatam ansiedade diante das aulas remotas e maior excesso de trabalho.

 

O professor ainda conta que a principal dificuldade das aulas virtuais é conseguir a participação do estudante, fazer com que ele interaja, debata e até mesmo abra a câmera. “Quando tu consegue é uma vitória imensa. Por ele estar do outro lado, longe de você, e com isso me senti muitas vezes sozinho, parecia que eu estava falando só”, relata.

 

Para homenagear a profissão que forma o futuro e está em constante adaptação, foi estabelecido o dia 15 de outubro como Dia do Professor. A data foi oficializada apenas em 1963, mas remonta aos tempos em que o Brasil era um Império, quando dom Pedro I estabeleceu a primeira grande lei educacional do país em 1827. Mais tarde, em 1948, virou um projeto de lei proposto pela parlamentar Antonieta Barros, em que formalizava a data e estabelecia o feriado escolar no dia.

 

Reinvenção é a palavra do ano

Rodolfo Marques, professor doutor de comunicação social, explica que a atividade de ensinar em 2020 foi um verdadeiro exercício de reinvenção, que envolveu investir em novas estruturas, equipamento, conhecer as plataformas e aprimorar o uso de ferramentas.

 

“Na pandemia todos nós fomos afetados, uns mais que os outros e de diferentes formas. Então o primeiro impacto que senti foi o humano, o segundo foi lidar com o uso da câmera, de gravação de conteúdo, é algo que precisamos pensar, foi um desafio para que pudéssemos buscar esse tipo de formato”, observa Rodolfo.

 

A pesquisa do Instituto Península também reforça esse pensamento, mostrando que apesar das maiores cobranças e carga de trabalho, 60% dos professores brasileiros dedicam tempo para estudar, fazer novos cursos e se atualizar. A coordenadora do curso de Letras da Universidade da Amazônia (UNAMA), Terezinha Barbagelata, explica que o processo de adaptação não foi fácil justamente por envolver a necessidade de deixar para trás práticas antigas para mediar a nova situação.

 

“Tudo o que o professor imaginava, tudo o que ele aprendeu e se propôs durante a vida toda de docência mudou. Ele teve que achar uma outra metodologia, uma outra forma de prender a atenção e uma outra maneira de trazer esse aluno, fazer com que ele participasse dessa nova forma de aprendizado”, afirma.

 

Anderson informa que o processo foi mais desafiador do que estressante. “Foi enriquecedor, comecei a me apropriar de informações que não tinha, como ensino híbrido, ferramentas de ensino ativas, me entrosei mais com as tecnologias”, relata. Entre as adaptações que o biólogo vivenciou durante a quarentena está a criação de um canal no Youtube, que ainda está em construção. O professor o descreve como um novo sonho que surgiu a partir das aulas online.

 

Foto: Portal Cultura