Agenda de Ação da COP30 busca acelerar soluções reais contra as mudanças do clima

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Foto: Rafa Neddermeyer/COP30

Dentro da programação da COP30 realizada na manhã desta quinta-feira (20), foi realizado o Evento de Alto Nível da Agenda de Ação da COP30 para reconhecer seus avanços. Reunindo 117 Planos de Aceleração de Soluções, a nova Agenda reforça a urgência de implementar ações para ampliar o impacto dos esforços dos últimos anos.

A Agenda de Ação da COP30 foi desenvolvida para coordenar e acelerar a entrega de iniciativas anteriores, consolidando uma década de mobilização desde a COP21. Ela unifica coalizões já existentes em uma única estrutura de coordenação que prioriza implementação, transparência e resultados concretos.

Comunidades no mundo inteiro, sobretudo as mais vulneráveis, já sentem de forma crescente os efeitos da mudança do clima. O primeiro Balanço Global (GST) e o mais recente Relatório de Síntese das NDCs confirmam que, embora existam avanços, garantir um futuro habitável e justo exige a plena implementação dos compromissos existentes e um aumento substancial da ambição.

A Agenda de Ação busca apoiar essa resposta coletiva ao acelerar soluções reais por meio de ações inovadoras e enraizadas nos territórios. Exemplos disso estão no uso de veículos elétricos, painéis solares em telhados ao redor do mundo, lâmpadas LED e embalagens sustentáveis se tornando padrão. Essas mudanças mostram como decisões negociadas se traduzem em transformações concretas e reforçam a necessidade de uma transição justa, que distribua benefícios de forma equitativa.

O Evento de Alto Nível também destacou que há dez anos, o mundo caminhava para um aquecimento de 4°C. Hoje, graças à ação coletiva, esse cenário foi reduzido para cerca de 2,6°C. Ainda assim, a mensagem foi clara: o mundo segue fora do rumo necessário, e acelerar a implementação é essencial.

Segundo Ana Toni, CEO da COP30, para acelerar a implementação, é necessária uma coalizão que envolva toda a sociedade. Os países não conseguem implementar sozinhos os compromissos firmados. É preciso que haja o apoio do setor privado, dos investidores, dos governos subnacionais e de toda a sociedade, disse.