Anvisa autoriza produção nacional da vacina contra a chikungunya desenvolvida pelo Instituto Butantan
Imunizante produzido em parceria com a farmacêutica Valneva é o primeiro autorizado contra a doença no Brasil.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), autorizou a produção nacional da vacina contra a febre chikungunya desenvolvida pelo Instituto Butantan. Chamada de XCHIQ, a versão brasileira do imunizante está sendo fabricada em parceria com a franco-austríaca Valneva. Já liberada para uso no Brasil, a vacina aguarda a incorporação ao SUS, por meio do Programa Nacional de Imunizações (PNI).
A XCHIQ é a primeira vacina registrada no mundo contra a chikungunya e a primeira autorizada contra a doença no Brasil. O público-alvo são as pessoas de 18 a 59 anos de idade. O uso é contraindicado apenas a gestantes, pessoas imunodeficientes ou imunossuprimidas.
O pedido de registro definitivo da vacina foi enviado à Anvisa em 2023, mesmo ano em que foi aprovada pela agência regulatória dos Estados Unidos (a FDA). Em abril de 2025, o imunizante recebeu aprovação da Anvisa, com produção registrada nas fábricas da Valneva. Agora, com a oficialização do Butantan como local de fabricação no Brasil, a expectativa é que isso deve facilitar a disponibilização do imunizante no SUS.
A febre chikungunya é uma arbovirose transmitida através da picada do mosquito Aedes aegypti, que também transmite a dengue e a zika. A doença pode causar dor crônica nas articulações e músculos, febre, náuseas e vômitos, entre outros sintomas, podendo levar a quadros neurológicos graves, como a encefalite.
De acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde, no ano de 2025, em todo o mundo, aproximadamente 620 mil pessoas foram infectadas pela doença. No Brasil, o Ministério da Saúde notificou mais de 127 mil casos e 125 mil mortes no mesmo período.

