Arte Defiça: plataforma que impulsiona artistas paraenses com deficiência é lançada em Belém

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Foto: Divulgação.

O Arte Defiça é uma plataforma virtual gratuita e acessível dedicada a reunir e difundir a produção cultural de artistas com deficiência no Pará. Mais do que um acervo, o projeto surge como um ato político que combate barreiras históricas, promovendo visibilidade e protagonismo para esses criadores em espaços institucionais da cultura.

O lançamento da plataforma em Belém será realizado no dia 30 de janeiro, às 19h, no espaço de formação Amanda LeLibras, e marca um momento importante do projeto, que pretende colocar o protagonismo da pessoa com deficiência no centro do debate cultural da capital paraense.

Com o apoio da Lei Aldir Blanc, o Arte Defiça nasce para ser um espaço de memória e circulação. O acervo digital reúne a potência de dez artistas com deficiência vindos de todos os cantos do Pará. A curadoria é um manifesto de diversidade, valorizando as vivências de artistas negros, indígenas, quilombolas e LGBTQIAPN+, dando visibilidade à complexa e plural de existências que compõe a deficiência no território amazônico.

A plataforma se estrutura a partir de uma perspectiva anticapacitista, rompendo com a lógica que historicamente associa a pessoa com deficiência apenas ao lugar de público ou beneficiária de políticas culturais. No Arte Defiça, esses sujeitos ocupam o centro da cena como criadores, produtores e agentes culturais ativos, apresentando suas obras em diversas linguagens artísticas.

Comprometida com a democratização da cultura, a plataforma integra recursos de audiodescrição e Libras em todo o seu conteúdo. Mais do que uma funcionalidade técnica, essa entrega materializa as políticas culturais contemporâneas do Brasil, que posicionam a acessibilidade como pilar central. O projeto consolida um espaço permanente de circulação, onde a potência criativa de corpos e mentes com deficiência ocupa o centro do fazer artístico.

Além do ambiente virtual, a Arte Defiça promove ações presenciais de ativação e debate em três cidades paraenses — Belém, Santarém e Aveiro — cada uma pertencente a uma região de integração diferente. Nessas cidades, o projeto realiza rodas de conversa com os artistas da plataforma, ampliando o diálogo sobre acessibilidade, deficiência, arte e políticas culturais. O lançamento em Belém marca um momento simbólico do projeto, ao inserir a pauta do protagonismo da pessoa com deficiência no centro do debate cultural da capital paraense.

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