Bandeira vermelha no nível mais alto deixa conta de luz mais cara a partir desta sexta (1)
A partir desta sexta-feira (1) a conta de luz ficará mais cara. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) determinou a aplicação da bandeira vermelha, patamar 2, o que significa um custo adicional de R$ 7,87 a cada 100 quilowatts-hora consumidos.
Esse acréscimo será por causa do cenário de seca que afeta o Brasil, diminuindo o nível dos reservatórios das hidrelétricas e forçando a ativação de usinas termelétricas, que geram energia de forma mais cara.
O sistema de bandeiras tarifárias, criado pela Aneel em 2015, serve para mostrar aos consumidores os custos de gerar energia no Brasil. Ele reflete o custo variável da produção de energia, levando em conta fatores como a disponibilidade de água (recursos hídricos), o crescimento das fontes renováveis e o uso de fontes de energia mais caras, como as termelétricas.
Com as bandeiras tarifárias, o consumidor tem um papel mais ativo na hora de definir o valor da sua conta de luz. Ao saber, por exemplo, que a bandeira está vermelha, é possível adaptar o consumo e, assim, ajudar a reduzir o valor final.
Antes desse sistema, o custo mais alto da energia era repassado apenas nos reajustes anuais da tarifa. Ou seja, o consumidor não tinha a informação de que a energia estava mais cara naquele momento e, por isso, não tinha como mudar seus hábitos para economizar. Agora, com o sistema de bandeiras, o sinal é claro: a energia está cara e é hora de ajustar o consumo.
Com a ativação da bandeira vermelha no patamar 2, a Aneel reforça a importância de se usar a energia elétrica de forma consciente e responsável. Economizar energia não só ajuda o bolso do consumidor, mas também contribui para a preservação dos recursos naturais e para a sustentabilidade de todo o setor elétrico.
Como funciona o sistema de cores
O sistema de cores da Aneel sinaliza as condições de geração de energia. Se chove pouco e as hidrelétricas geram menos, é preciso acionar usinas termelétricas, que são mais caras.
Para pagar por essas usinas, a Aneel aciona as bandeiras amarela, vermelha 1 ou vermelha 2, com taxas extras na conta de luz.
Cada bandeira tarifária acionada pela Aneel pode gerar um custo extra ao consumidor:
- Bandeira verde (condições favoráveis de geração de energia) – sem custo extra;
- Bandeira amarela (condições menos favoráveis) – R$ 18,85 por MWh (megawatt-hora) utilizado (ou R$ 1,88 a cada 100kWh);
- Bandeira vermelha patamar 1 (condições desfavoráveis) – R$ 44,63 por MWh utilizado (ou R$ 4,46 a cada 100 kWh);
- Bandeira vermelha patamar 2 (condições muito desfavoráveis) – R$ 78,77 por MWh utilizado (ou R$ 7,87 a cada 100 kWh).
Com informações da Agência Brasil.