Festival Pan-Amazônico de Cinema abre com mostra sobre a COP 30 e pré-estreia do filme “Xingu: Nosso Rio Sagrado”

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Foto: Divulgação.

A 11ª edição do Festival Pan-Amazônico de Cinema – Amazônia (Fi) Doc começa nesta sexta (17) e segue até o sábado (18) com a Mostra “Amazônia nas Telas | Especial COP30”, em um período de grande destaque para o planeta e a Amazônia. O evento acontece no Cine Sesc Boulevard e reunirá filmes da Pan-Amazônia que abordam a conexão essencial entre comunidades, territórios, rios e florestas.

O destaque da abertura é a pré-estreia nacional do longa-metragem “Xingu: Nosso Rio Sagrado” (2025), de Angela Gomes, documentário paraense que lança um olhar provocativo sobre a luta pela vida no rio Xingu, dez anos após o barramento de Belo Monte. O filme tem narração da cacica Kokongri Kayapó e retrata, a partir do ponto de vista indígena, os impactos da hidrelétrica sobre o rio e as comunidades que dele dependem — um retrato urgente das contradições amazônicas em tempos de emergências climáticas e COP30.

Filmado ao longo de 30 dias em 2024, o documentário percorreu o rio Xingu, partindo de Altamira até o território Mebêngôkre-Kayapó. A obra se notabiliza por ser a primeira produção paraense a incluir cineastas indígenas em todas as fases de sua realização, contando com a participação ativa do Coletivo BetureMebêngôkre-Kayapó.

O longa é uma produção da Visionária Filmes, viabilizada com recursos da Lei Paulo Gustavo (Secult-PA / Ministério da Cultura). A trilha sonora é de Léo Chermont e a fotografia é assinada por Cezar Moraes e Simone Giovine.

Sobre a diretora

Angela Gomes é cineasta paraense e professora de Cinema e Audiovisual da UFPA. Natural de São Caetano de Odivelas, dedica-se à pesquisa e produção de cinemas indígenas na Amazônia. Sua tese de doutorado sobre o cinema do povo Mebêngôkre-Kayapó foi premiada nos prêmios Socine, Intercom e finalista do Compós 2025. “Xingu: Nosso Rio Sagrado” é seu primeiro longa-metragem como diretora e roteirista.

A Mostra Amazônia nas Telas – Especial COP30 foi criada para reforçar o papel essencial do cinema na defesa da floresta e das culturas amazônicas. A iniciativa marca a abertura da temporada 2025/2026 do Amazônia (Fi) Doc, cujo festival principal ocorrerá de 28 de abril a 6 de maio de 2026. Além disso, ela coincide com o lançamento da convocatória internacional de filmes, que aceitará inscrições de realizadores dos nove países da Pan-Amazônia.


Programação

Sexta-feira – 17 de outubro de 2025

19h00 – 20h00: Chegada do público e discursos de abertura
20h00: Pré-estreia do longa Xingu: Nosso Rio Sagrado, de Angela Gomes (2025 – inédito) – 77 min
21h30: Coquetel e bate-papo com a diretora e equipe

Sábado – 18 de outubro de 2025

16h30: Da Silva da Selva, de Anderson Mendes (2025) – 17 min
17h00: Sukandé Kasaka, de Kamikia Kisedje e Fred Rahal (2025) – 30 min
17h40: Pau d’Arco, de Ana Aranha (2025) – 89 min

Local: Cine Sesc Boulevard – Blvd. Castilhos França, 522/523 – Campina, Belém (PA)
Site: www.amazoniadoc.com.br