Fundação Hemopa oferece procedimento inédito no Norte para tratar doença falciforme pelo SUS
Procedimento de alta tecnologia substitui células doentes por saudáveis, reduz complicações e serve de suporte essencial até o transplante de medula óssea.
De forma inédita na região Norte do Brasil, a Fundação Hemopa passou a disponibilizar a eritrocitaférese para o tratamento de pessoas com doença falciforme. O procedimento é totalmente gratuito e realizado por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).
A técnica utiliza um equipamento de alta tecnologia capaz de retirar do sangue os glóbulos vermelhos (hemácias) doentes, substituindo-os por células saudáveis vindas de doações de sangue.
Segundo a médica Saide Maria Sarmento Trindade, coordenadora do Ambulatório Hematológico do Hemopa, a nova tecnologia permite um tratamento muito mais preciso. Entre os principais benefícios estão a redução de complicações clínicas, a melhora na oxigenação dos tecidos e, consequentemente, mais qualidade de vida para os pacientes.
A implantação da eritrocitaférese é um marco para a região Norte. Trata-se de uma das terapias mais avançadas para a doença falciforme, servindo inclusive como uma estratégia essencial de suporte até que o paciente possa realizar um transplante de medula óssea, destacou a coordenadora.
O que é a doença falciforme?
Considerada uma das condições genéticas e hereditárias mais frequentes no país, a doença falciforme afeta entre 60 mil e 100 mil brasileiros, segundo estimativas do Ministério da Saúde.
Em pessoas com essa condição, as hemácias perdem o formato arredondado e ganham o aspecto de uma foice. Por serem mais rígidas, essas células têm dificuldade para circular pelos vasos sanguíneos, o que pode provocar crises intensas de dor, anemia, lesões em órgãos vitais e outras complicações graves.
Com informações da Agência Pará.

