Nascimento de onça-pintada em parque no Pará fortalece a conservação da espécie

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Animal símbolo da biodiversidade brasileira, a onça-pintada está em risco de extinção.
Foto: Divulgação / Vale

Um filhote de onça-pintada (Panthera onca), é o mais novo morador do BioParque Vale Amazônia, localizado na Serra dos Carajás, em Parauapebas, no sudeste paraense. O animal, é um macho com genética do cerrado e foi fruto do casal de onças Marília e Zezé que integram o plantel do parque.

O nascimento da oncinha representa um marco na conservação de uma espécie símbolo da biodiversidade brasileira e que se encontra em risco de extinção. A gestação da onça-pintada dura entre três e quatro meses e, em geral, resulta em até dois filhotes.

Somente nos últimos doze anos, o BioParque já registrou sete nascimentos de onças-pintadas: Em 2014 vieram ao mundo Thor e Pandora (genética amazônica); dois anos depois nasceram as irmãs Sheila e Leila (onças-pintadas melânicas de genética amazônica); e em 2022, nasceu o casal Rhudá e Rhuana (genética do cerrado). Agora, em 2026, veio o filhote de onça macho.

De acordo com Nereston de Camargo, veterinário do BioParque Vale Amazônia, a expectativa é que o filhote deixe a área interna onde recebe cuidados especiais e possa ser apresentado aos visitantes ainda neste primeiro semestre.

Abrigando cerca de 360 animais de 67 espécies da fauna silvestre, entre aves, mamíferos e répteis, incluindo espécies raras ou ameaçadas de extinção, o local já registrou nascimentos de ararajubas, araras-azuis, jacupirangas, mutum-de-penacho, gavião-real, onça-parda, queixada, caititu, guariba-de mãos-ruivas e anta.