Implante contraceptivo passa a ser oferecido pelos planos de saúde
Segundo o Ministério da Saúde, a opção deve estar disponível também no SUS até 2026.
O implante contraceptivo hormonal Implanon passou a ser oferecido obrigatoriamente pelos planos de saúde nesta segunda-feira (1°), segundo determinação da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). O método é válido para mulheres de 18 a 49 anos de idade e passa a ser mais uma opção de anticoncepcional de longa duração além dos já disponíveis, como o Dispositivo Intrauterino (DIU).
Em formato de uma pequena haste flexível inserida sob a pele do braço, através de procedimento realizado em consultório médico, com anestesia local, o Implanon libera continuamente o hormônio etonogestrel, um derivado da progesterona, que impede a ovulação e, consequentemente, a gestação.
A duração do dispositivo é de até três anos e a taxa de falha é de 0,05%, menor que a da vasectomia (entre 0,1% e 0,15%) e do DIU hormonal (0,2% a 0,8%).
Contraindicações e Efeitos Adversos
Apesar de ter demonstrado ser eficaz, o Implanon não deve ser usado por mulheres com histórico de câncer de mama, doença hepática grave, sangramento vaginal sem diagnóstico ou alergia ao etonogestrel.
Os possíveis efeitos adversos incluem: dor, inchaço ou hematoma no local da aplicação. Em casos mais raros pode ocorrer infecção, geralmente associada a falhas técnicas no procedimento.
De acordo com a ANS, em caso de negativa de cobertura pelos planos de saúde, as beneficiárias devem registrar reclamação diretamente na operadora e, se não houver solução, acionar a ANS pelos canais oficiais.
Incorporação no SUS
No último mês de julho, o Ministério da Saúde anunciou a incorporação do Implanon no Sistema Único de Saúde (SUS). A previsão é que a rede pública passe a oferecer o método até 2026. A meta é distribuir 1,8 milhão de unidades, em um investimento de cerca de R$ 245 milhões.