Arquitetura ‘Raio-que-o-parta’ é reconhecida como Patrimônio Cultural de Belém

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Surgido entre as décadas de 1940 e 1960, esse estilo arquitetônico representa a criatividade e a identidade das classes trabalhadoras da capital paraense.

Foto: Reprodução / Internet.

Fruto do Modernismo e uma das marcas bastante presentes nas fachadas das casas no estado do Pará, o estilo arquitetônico “Raio-que-o-parta” foi reconhecido como Patrimônio Cultural de Belém. O título foi aprovado por unanimidade pela Câmara Municipal de Belém na última quarta-feira (16), a partir de um projeto de lei proposto pela vereadora Marinor Brito (Psol).

Surgido entre as décadas de 1940 e 1960, principalmente em bairros periféricos da capital paraense,o “Raio-que-o-parta” representa o lado popular do movimento Modernista no Pará.

Mais do que um movimento estético, é uma forma genuína de expressão da criatividade das classes trabalhadoras de Belém que, por meio do uso de casos de azulejos, enche de cores e formas geométricas as fachadas das residências. Combinando engenhosidade artesanal e identidade cultural, o movimento transforma a arquitetura em um gesto de resistência simbólica e de afirmação popular.

De acordo com Marinor Brito, o reconhecimento oficial busca proteger e valorizar o patrimônio arquitetônico de Belém, garantindo que as futuras gerações possam se conectar com essa estética que vem sofrendo descaracterizações a partir de reformas e pela substituição dos azulejos originais.

O Raio-que-o-parta é o retrato da genialidade popular que resistiu à invisibilidade e ao apagamento da nossa história. É um símbolo do orgulho paraense e da força criadora do nosso povo, ressaltou a vereadora.