‘Semeadeiras’: projeto reconhece os saberes ancestrais de mulheres da Ilha de Cotijuba

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Em formato de livro, mapa cartográfico, documentário e manifesto político, produtos fortalecem a memória coletiva, a agroecologia e a incidência política pelo direito à terra nas ilhas de Belém.

Foto: Amarilis Marisa / Divulgação.

Os saberes ancestrais de mulheres negras da Ilha de Cotijuba, em Belém, ganharam ainda mais reconhecimento por meio do projeto “Semeadeiras”, realizado pelo Centro Brasileiro de Justiça Climática (CBJC).

Em formato de livro, mapa cartográfico, documentário e manifesto político, o evento ocorreu na própria Ilha de Cotijuba, no último dia 10 de setembro, reunindo agricultoras, lideranças comunitárias e ativistas para a entrega de certificados e o lançamento dos materiais produzidos ao longo de um ano de mobilização.

O livro “Semeadeiras: uma ferramenta de multiplicação” e o Manifesto “Semeadeiras: as políticas públicas que queremos para as ilhas” estão disponíveis para download neste link. Já o minidocumentário “Semeadeiras” está disponível no canal do CBJC no Youtube.

O livro Semeadeiras traz relatos e depoimentos das participantes do projeto iniciado há um ano. Nesse processo, foram discutidos temas como regulamentação fundiária e financiamento para agroecologia e agricultura familiar a partir da perspectiva das mulheres do território.

Lançamento

Na cerimônia de lançamento do livro houve a inauguração da placa com o mapa dos quintais produtivos, o lançamento do livro “Semeadeiras: uma ferramenta de multiplicação” e as apresentações do minidocumentário e do manifesto “Semeadeiras: as políticas públicas que queremos para as ilhas”.

Já o lançamento do Manifesto Semeadeiras reúne demandas e recomendações voltadas aos governos federal, estadual e municipal, além do meio acadêmico, setor privado e sociedade civil. Nele, as mulheres de Cotijuba se afirmam como autoras de soluções baseadas nos territórios, fortalecendo a luta por políticas públicas socioambientais adaptadas à realidade local.

Outro momento simbólico do evento foi a inauguração da placa com o mapa cartográfico dos quintais produtivos. Construída pelas mulheres com a facilitação do projeto Semeadeiras e instalada em frente à casa de uma das matriarcas do território, a placa tem por objetivo fazer com que a comunidade possa se reconhecer e valorizar a biodiversidade existente na Ilha.

O Projeto Semeadeiras tem o apoio do Movimento de Mulheres das Ilhas de Belém (MMIB), além da parceria com o Palmares Lab e o Coletivo Miri.