“Está é a COP com maior participação indígena da história”, diz diretora-executiva

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Foto de Rafa Pereira/COP30.

No quinto dia da COP30 (14), a coletiva de imprensa sobre a integração entre energia, indústria e instrumentos financeiros reuniu a CEO da conferência, Ana Toni, e o copresidente da Aliança de Empresas de Serviços Públicos para Emissões Líquidas Zero (UNEZA), Alistair Phillips-Davies. Na abertura, Ana destacou o aumento da participação indígena, afirmando que a edição atual “foi a conferência mais inclusiva para os povos indígenas que já tivemos”, com 900 credenciados — número superior ao registrado em anos anteriores.

Ao comentar sobre a condução do evento e o equilíbrio entre segurança e manifestações no entorno da COP, Ana ressaltou que a organização segue protocolos definidos com organismos internacionais. Segundo ela, “há uma comunicação muito fluida com a ONU” e esses procedimentos orientam tanto a segurança quanto o direito à manifestação. Ela acrescentou ainda que “todos precisamos respeitar a forma como as pessoas se expressam”, reforçando que o evento opera dentro de diretrizes pactuadas com a ONU e a presidência da conferência.

Nas últimas semanas, representantes indígenas realizaram manifestações pacíficas nas proximidades do evento, trazendo visibilidade às suas pautas. Na manhã deste quinto dia da conferência (14), o presidente da COP30, André Corrêa Lago, esteve no local para dialogar com os manifestantes e mediar as demandas apresentadas, buscando manter o ambiente de diálogo e escuta estabelecido ao longo da programação.

Em determinados momentos, a concentração de participantes nas áreas externas gerou atrasos pontuais no acesso de delegações e convidados, exigindo ajustes temporários no fluxo de entrada. Após a reorganização, as atividades foram retomadas normalmente. A organização reforçou que segue acompanhando as mobilizações e mantendo diálogo contínuo com os grupos presentes.