Imagem Peregrina ganha novo manto para o Círio 2026 nesta quinta-feira (08)
O manto do Círio de Nazaré 2026 será apresentado nesta quinta-feira (08/10), a partir das 18horas, na Basílica Santuário de Belém. A peça, que veste a Imagem Peregrina nas procissões, tem criação e confecção do estilista Artur Maciel. O projeto conta ainda com desenho de Celeste Heitman, bordados de Tammy Yamada e do Ateliê Artur Maciel, e joalheria assinada por Marcelo Monteiro.
A relação do estilista com a festividade começou muito antes do convite. Romeiro da corda do Círio por quinze anos, Artur soma 20 anos de trabalhos pastorais na paróquia da Basílica Santuário de Nazaré. Integrou por cinco anos a organização do Círio das Crianças e atuou na Pastoral da Acolhida até chegar à função que exerce hoje, a de Guarda de Nazaré. Foi nesse caminho de serviço que nasceu o desejo de um dia assinar o manto.
Movido pela paixão pelas artes, pelo artesanal e pela elegância clássica da arquitetura e da moda, Artur deu os primeiros passos com seu ateliê confeccionando peças para uma grife espanhola. Não demorou para que desenvolvesse sua própria identidade criativa, hoje traduzida em suas coleções autorais.
A confecção começou por volta da Semana Santa. Inspirado no tema do Círio deste ano, “Maria, missionária que nos dá Jesus”, o manto de 2026 chega como uma peça singela, que carrega a simplicidade daquela que foi a escolhida, a perfeita aos olhos do Pai.
A apresentação
Nesta quinta-feira (08/10), às 18horas, a Basílica Santuário acolhe a missa de apresentação do novo manto do Círio, presidida pelo arcebispo Dom Júlio Endi Akamine. A Imagem Peregrina usará a veste do ano anterior até o momento do anúncio. Elemento central da festa, o manto une estética e devoção, traduzindo o tema do Círio e a mensagem evangelizadora em cada elemento de sua confecção.
História do manto
A tradição do manto remonta à origem do Círio, quando o caboclo Plácido encontrou a imagem de Nossa Senhora às margens do igarapé Murucutu. Nos primeiros anos, o manto tinha formato retangular. Mais tarde, a confecção passou a ser realizada pela Irmã Alexandra, da Congregação Filhas de Sant’Ana, que produzia os mantos com materiais doados por promesseiros, até seu falecimento, em 1973. Desde então, a tradição se mantém viva, renovando a cada ano a devoção e a fé do povo paraense, com diversos artistas convidados.
Ficha técnica – Manto 2026
Desenho: Celeste Heitman
Estilista: Artur Maciel
Bordados: Ateliê Artur Maciel e Tammy Yamada
Ourivesaria: Marcelo Monteiro
Com informações da Ascom DFN.

