Dia da Amazônia: Estudo destaca a capacidade das árvores gigantes da floresta na captura de CO2

Compartilhe
Foto: Fundação Amazônia Sustentável / Divulgação.

Hoje, 5 de setembro, é celebrado o Dia da Amazônia e um estudo desenvolvido pelo Instituto Federal do Amapá (IFAP) destaca a importância da proteção das árvores gigantes da floresta. Elas têm a capacidade de capturar o gás carbônico (CO2), um dos gases do efeito estufa e que contribui para o aquecimento do planeta e a distribuição das chuvas pelo país.

Segundo Diego Armando Silva, pesquisador do IFAP, essas árvores apresentam praticamente o dobro de tamanho das alturas médias das espécies amazônicas, que ficam em torno de 40 a 50 metros e possuem o dobro da capacidade para capturar CO2 e regular o clima.

Embora os estudos ainda estejam em andamento, estima-se que uma única árvore dessas seja capaz de absorver 80% do CO2 em toda a área pesquisada, acrescentou o pesquisador.

Entre as espécies amazônicas avaliadas pela pesquisa está o Angelim-vermelho (Dinizia excelsa). Com 88,5 metros de altura quando adulta, o equivalente a um prédio de trinta andares, ela é considerada a árvore mais alta da América Latina e integra o Parque Estadual das Árvores Gigantes (PAGAM), uma unidade de conservação criada em setembro de 2024 pelo Governo do Pará no município de Almeirim, no Oeste do estado.

Ao todo, o PAGAM abriga 20 exemplares de árvores com mais de 70 metros de altura em uma área que se estende pelas proximidades do Rio Jari, na divisa dos estados do Pará e Amapá.

Ameaça

Mesmo guardando respostas para muitas dúvidas sobre o bioma amazônico, a mitigação das mudanças climáticas e seus impactos no planeta, as árvores gigantes correm riscos. É que como estão localizadas em uma faixa extensa, cada uma ocupa um território com diferente grau de proteção acerca dos desmatamentos gerados pela atividade garimpeira e a grilagem de terras, ressaltou o estudo do IFAP.

Para Diego Armando, além das novas descobertas é preciso avançar nas pesquisas, monitoramento e proteção das árvores gigantes já conhecidas pela ciência, inclusive com plano de visitação dessas espécies e de educação ambiental que permitam a realização de estudos por pesquisadores do Brasil e do mundo, acrescentou.

Com informações da Agência Brasil.