Desmatamento na Amazônia e no Cerrado teve queda de 11%, segundo o INPE

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Foto: Arquivo / Agência Brasil.

O desmatamento na Amazônia e no Cerrado diminuiu no período de agosto de 2024 a julho de 2025. Segundo dados do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), na Amazônia a queda foi de 11,08% em relação ao período anterior, de agosto de 2023 a julho de 2024. Já no Cerrado, a queda foi de 11,49% no mesmo período.

O desmatamento na Amazônia chegou a 5.796 km², ficando como a terceira menor taxa da série histórica que começou a ser medida em 1988, e o terceiro ano consecutivo de redução.

Em relação ao Cerrado, o desmatamento atingiu a taxa oficial de 7.235,27 km², sendo o segundo ano consecutivo de redução, após cinco de alta.

Os dados do Prodes mostram que o maior percentual de desmatamento ocorreu na área do Matopiba – região de fronteira do agronegócio que abrange os estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. Juntos, eles responderam por 78% de toda a área desmatada no bioma.

Os dados acerca da queda no desmatamento desses dois biomas foram divulgados na última quinta-feira (30), pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança Climática (MMA).

De acordo com Cláudio Almeida, coordenador do Programa BiomasBR do Inpe, embora exista uma queda no desmatamento, ainda chama a atenção o incremento das áreas desmatadas por grandes incêndios florestais. Nesse sentido, ele destacou o aumento de 25,05% no desmatamento em Mato Grosso, estado bastante afetado por incêndios.

Para a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, a redução do desmatamento na Amazônia pelo terceiro ano consecutivo e no Cerrado pelo segundo, é fundamental para que o país contribua no enfrentamento às mudanças climáticas em nível global, beneficiando a vida dos brasileiros que já enfrentam os impactos do aquecimento do planeta.

Com informações da Agência Brasil.