Brasil fecha parceria para produção nacional de medicamento contra o câncer
Medida vai ampliar através do Sistema Único de Saúde o uso do pembrolizumabe, remédio de alto custo indicado para até 18 tipos de câncer.
O governo federal, por meio do Ministério da Saúde, firmou uma parceria para a produção nacional do pembrolizumabe (comercialmente conhecido como Keytruda). O medicamento, cujo preço no mercado privado pode atingir R$ 27 mil por dose, será fabricado pelo Instituto Butantan para atender aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).
Atualmente, o fármaco é utilizado na rede pública apenas para casos avançados de melanoma (câncer de pele). Com a nacionalização da tecnologia, a meta é ampliar o uso dessa imunoterapia para outros tipos de tumores, como os de mama, pulmão, esôfago e colo do útero.
TECNOLOGIA E AUTONOMIA
A parceria foi estabelecida com a farmacêutica internacional MSD, que realizará a transferência de tecnologia para o Instituto Butantan. A instituição terá um prazo de até dez anos para adaptar sua capacidade produtiva e suprir a demanda nacional. O acordo visa garantir autonomia na fabricação, reduzir a dependência de importações e diminuir os custos operacionais para o SUS.
COMO FUNCIONA A IMUNOTERAPIA
Diferente da quimioterapia convencional, que ataca as células de forma mais agressiva e gera efeitos colaterais intensos, o pembrolizumabe é uma imunoterapia. Ele atua estimulando o sistema imunológico do próprio paciente a identificar e combater as células tumorais de maneira mais precisa.
A expansão do uso do medicamento para novas indicações (mama, pulmão, esôfago e colo do útero) está em fase de avaliação pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec).
Com informações do Ministério da Saúde.

