Vacina contra herpes-zóster: consulta pública vai avaliar a inclusão do imunizante no SUS
Proposta do Ministério da Saúde prevê a aplicação em idosos com 80 anos ou mais e em pessoas imunocomprometidas a partir dos 18 anos.
O Ministério da Saúde realiza até o dia 6 de outubro uma consulta pública sobre a inclusão da vacina contra o herpes-zóster no Programa Nacional de Imunização (PNI). A proposta contempla idosos com 80 anos ou mais e pessoas imunocomprometidas a partir dos 18 anos. A Consulta iniciou nesta quarta-feira (17) e está disponível na plataforma “Participa + Brasil”.
Qualquer pessoa pode enviar sugestões acerca do tema. As contribuições serão analisadas por uma comissão técnica que decidirá acerca da incorporação do imunizante no Sistema Único de Saúde.
A vacina avaliada é a Shingrix, aprovada em 2022 no Brasil para maiores de 50 anos e imunossuprimidos a partir de 18. O imunizante é aplicado em duas doses, com um intervalo de dois meses entre elas. Hoje, no mercado privado, a aplicação é encontrada por cerca de R$ 800, ou seja, R$ 1,6 mil o esquema completo.
HERPES-ZÓSTER
O herpes-zóster, também conhecido como cobreiro, é causado pela reativação do vírus da catapora e costuma atingir idosos e pessoas com imunidade baixa. A doença causa dor intensa, febre, manchas e bolhas na pele que podem evoluir para complicações graves como a neuralgia pós-herpética (NPH), marcada por dor crônica que persiste mesmo após o fim das lesões.
Entre 2008 e 2024, o SUS registrou mais de 85 mil atendimentos ambulatoriais e 30 mil internações por herpes-zóster no Brasil. Entre 2007 e 2023, 1.567 mortes foram associadas à doença. A maioria tinha idade igual ou superior a 50 anos.
O tratamento no sistema público envolve medicamentos para aliviar os sintomas e, nos casos mais graves, o uso de antivirais como o aciclovir. Para a NPH, são oferecidos fármacos como amitriptilina, carbamazepina e lidocaína em gel.
Com informações da Agência Brasil e do Ministério da Saúde.