Semana Mundial da Alergia: campanha alerta para prevenção e diagnóstico
Dados da Organização Mundial da Saúde mostram que ao menos 30% da população mundial têm algum tipo de alergia.
Acontece de 21 a 27 de junho a Semana Mundial da Alergia. A campanha é organizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e, no Brasil, pela Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai), com o tema “Cuidado com a Alergia é Cuidado Essencial”.
Dados da OMS apontam que 30% da população mundial têm algum tipo de alergia e até 2050, metade da população global poderá ter o problema devido a fatores como as mudanças climáticas que acabam permitem maior contato das pessoas com alérgenos, ou seja, com substâncias capazes de desencadear reações de hipersensibilidade no sistema imunológico.
No Brasil, o cenário não é diferente e, segundo a presidente da Asbai, Fátima Rodrigues Fernandes, as alergias incluem vários tipos de doenças alérgicas como a rinite, a asma e a dermatite atópica.
A rinite alérgica atinge cerca de 30% da população brasileira. No país, cerca de 26% das crianças têm rinite. Em adolescentes, esse percentual alcança 30%, de acordo com dados do Estudo Internacional de Asma e Alergias na Infância (ISSAC).
A asma alérgica é outra condição prevalente no Brasil, atingindo cerca de 20% da população. No mundo, a asma afeta cerca de 260 milhões de indivíduos e responde por mais de 450 mil mortes a cada ano. Os principais sintomas da asma são falta de ar, chiado no peito, tosse, sensação de cansaço e dor no peito, frequentemente após esforço físico ou até mesmo ao falar e rir.
Outra doença com impacto significativo na qualidade de vida é a dermatite atópica, doença crônica da pele, não contagiosa, que afeta pessoas de todas as idades, sendo que em torno de 60% dos casos são iniciados no primeiro ano de vida. A coceira intensa e as lesões de pele podem levar o paciente a quadros de ansiedade e depressão.
Ainda de acordo com a presidente da Asbai, na maioria das vezes, a alergia é genética e, portanto, não tem cura, mas tem controle. Se controlada, o indivíduo pode ficar totalmente sem sintomas. Para isso, é preciso definir qual é o tipo de alergia, o fator que a provoca e instituir o tratamento adequado.
Orientações
Entre as principais orientações dos especialistas para garantir uma vida com mais qualidade, estão:
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Diagnosticar e seguir o tratamento médico prescrito a fim de prevenir crises graves;
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Sintomas como tosse persistente, espirros constantes, coceira na pele e falta de ar não devem ser normalizados. Podem ser sinais de alergias não diagnosticadas;
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Alergia é uma doença séria. Informação médica segura é o único caminho para proteger a saúde, evitando receitas caseiras sem comprovação;
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O tratamento vai além dos remédios. O controle de poeira, mofo e ácaros no ambiente doméstico é parte integrante e essencial do tratamento.
Com informações da Agência Brasil.

