Brasil eliminou a transmissão do HIV da mãe para o bebê, diz o Ministério da Saúde

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Foto: Reprodução / Internet

Dados da pasta também mostram que o país registrou o menor número de mortes por AIDS em três décadas.

 

Na semana do Dia Mundial de Luta contra a AIDS, celebrado na última segunda-feira (1°), o Ministério da Saúde anunciou uma boa notícia: O Brasil eliminou a transmissão vertical do HIV, que ocorre quando vírus é transmitido da mãe para o bebê durante a gestação, o parto ou a amamentação.

A informação consta no novo Boletim Epidemiológico de HIV/AIDS e aguarda a análise da Organização Mundial da Saúde (OMS) para que o certificado seja concedido.

O levantamento do ministério aponta que, em 2024, a taxa de transmissão vertical ficou abaixo de 2% e a incidência de infecção em crianças foi inferior a 0,5 caso por mil nascidos vivos, resultados alinhados às metas globais da OMS.

Outro dado importante apresentado, diz respeito à redução na mortalidade por AIDS no Brasil. O número de mortes caiu de mais de 10 mil em 2023 para 9,1 mil, sendo a primeira vez em três décadas que os casos ficam abaixo dessa marca. Os registros da doença também diminuíram 1,5%, passando de 37,5 mil para 36,9 mil casos.

Na área materno-infantil, houve uma queda significativa: 7,9% a menos nos casos de gestantes com HIV (7,5 mil) e 4,2% a menos do número de crianças expostas ao vírus (6,8 mil). Além disso, o início tardio da profilaxia neonatal caiu 54%, refletindo a melhoria na assistência pré-natal e nas maternidades, de acordo com o ministério.

ACESSO A MÉTODOS DE PREVENÇÃO

O Ministério da Saúde também acrescentou que segue ampliando a estratégia de Prevenção Combinada que inclui diferentes métodos para reduzir a infecção por HIV, tais como:

- A distribuição de preservativos;

- O acesso à Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) e à Profilaxia Pó-Exposição (PEP);

- Ampliação do número de testes para HIV e Sífilis; e

- Acesso à terapia antirretroviral gratuita através do SUS e o acompanhamento integral de todas as pessoas diagnosticadas com HIV.

Esses resultados aproximam o Brasil das metas globais da ONU que preveem que 95% das pessoas com HIV conheçam seu diagnóstico, estejam em tratamento e alcancem a supressão viral, ou seja, que fiquem com a carga viral indetectável. Segundo Ministério da Saúde, o país já alcançou duas dessas três metas, o que reforça a posição de destaque no combate à epidemia.

 

Com informações do Ministério da Saúde.