III Semana dos Povos Indígenas começa nesta quinta (16) com destaque para ancestralidade e políticas públicas

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Foto: Marcelo Lelis / Agência Pará.

O Governo do Pará organiza a terceira edição da Semana dos Povos Indígenas, que será realizada entre 16 e 19 de abril, no Parque da Cidade, em Belém.

Com o tema “Onde a ancestralidade vira decisão”, Belém recebe, de 16 a 19 de abril, a III Semana dos Povos Indígenas. O evento, que será realizado no Parque da Cidade, é promovido pela Secretaria de Estado dos Povos Indígenas (Sepi) em parceria com a Federação dos Povos Indígenas do Pará (Fepipa).

A programação reunirá mais entre 600 lideranças indígenas dos oito territórios etno-regionais do Pará, com foco na discussão de políticas públicas, gestão territorial e no fortalecimento dos direitos já assegurados. Além disso, é estimado um público diário entre duas e três mil pessoas.

A programação está sendo construída de forma integrada entre órgãos estaduais, municipais e instituições parceiras, com coordenação da Sepi e Fepipa, além de representantes de diversas secretarias, órgãos públicos e entidades como Sebrae, Banpará e a Agência da ONU para Refugiados (Acnur), além da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e o Ministério dos Povos Indígenas.

A Semana dos Povos Indígenas também vai reunir organizações coletivas, gestores públicos, representantes dos poderes Legislativo, Executivo e Judiciário, além de empresários e integrantes do setor privado. A proposta é ampliar a visibilidade das pautas indígenas e fortalecer o diálogo institucional com debates estratégicos, seminários e encontros institucionais, com destaque para o seminário da Política Nacional de Gestão Territorial e Ambiental de Terras Indígenas (PNGATI), que visa fortalecer o protagonismo indígena na gestão de seus territórios.

Programação

A programação inclui a oferta de serviços sociais, entrega de políticas públicas, feira circular da bioeconomia, palestras e atividades culturais voltadas tanto aos povos indígenas quanto à sociedade em geral.

Entre os destaques da programação estão ações nas áreas ambiental e educacional. Na área de meio ambiente, serão apresentadas políticas relacionadas à redução de emissões por desmatamento e degradação florestal (REDD), além de iniciativas voltadas ao pagamento por serviços ambientais e à socioeconomia.

Já no campo da educação, a mobilização de escolas da rede estadual e municipal deve contribuir para ampliar a participação estudantil nas atividades, promovendo o contato com a diversidade cultural dos povos indígenas e incentivando o debate sobre a educação escolar indígena no estado.

No campo da formação e da comunicação, a programação inclui oficinas temáticas — como comunicação indígena e capacitação de artesãos — além de rodas de conversa que abordarão assuntos como educação, governança hídrica e os desafios enfrentados por indígenas em contexto urbano.

A valorização da cultura e da economia indígena também ganha destaque nas feiras de etnobioeconomia ancestral e de gastronomia, que irão expor e comercializar produtos tradicionais, fortalecendo cadeias produtivas e saberes ancestrais.

A agenda cultural contará com apresentações musicais, entre elas a do Arraial do Pavulagem, com o Cortejo pela Ancestralidade Viva. O evento ainda será marcado por avanços institucionais importantes, como a posse do Conselho Estadual de Política Indigenista (Consepi) e a realização de entregas governamentais, reforçando o compromisso com o fortalecimento das políticas públicas voltadas aos povos indígenas.

Com informações da Agência Pará.