SUS amplia proteção vacinal contra a doença pneumocócica

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Nova vacina estará disponível na rede pública de saúde a partir do mês de junho, oferecendo maior proteção contra a doença que é responsável por até 50% de todos os casos de meningite bacteriana em crianças.
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

A partir do mês de junho deste ano, o Sistema Único de Saúde (SUS) vai começar a oferecer um imunizante mais abrangente contra a doença pneumocócica. Trata-se da vacina pneumocócica conjugada 20-valente (VPC20 ou Pneumo 20) que vai substituir a 10-valente. Com essa novidade, dobram os tipos de vírus que podem ser prevenidos.https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1691408&o=node

GRUPO DE ALTO RISCO

  • Fazem parte do grupo de alto risco para a doença pneumocócica e que devem receber a vacina VPC20:
  • Pessoas vivendo com HIV/Aids;
  • Pacientes em tratamento contra o câncer;
  • Transplantados de órgãos sólidos ou medula;
  • Pessoas com imunodeficiências;
  • Portadores de doenças renais, pulmonares, cardíacas e de doenças crônicas do fígado;
  • Pessoas com asmas graves;
  • Portadores de diabetes; e
  • Pessoas com Síndrome de Down e bebês prematuros.

De acordo com o Ministério da Saúde, o calendário básico de vacinação prevê que os bebês devem receber duas doses da vacina pneumocócica, aos 2 e aos 4 meses de idades, com mais uma dose de reforço aos 12 meses. Crianças menores de 5 anos que não tenham sido vacinadas na idade correta devem atualizar a carteira o mais breve possível.

A vacina só é contraindicada a pessoas com alergia grave a algum componente da fórmula, ou que apresentaram reação alérgica severa em doses anteriores. Recomenda-se também que quem estiver com febre espere melhorar antes de se imunizar.

DOENÇA PNEUMOCÓCICA

É uma infecção causada pela bactéria Streptococcus pneumoniae, ou pneumococo, que pode ocasionar quadros leves, como inflamação no ouvido e sinusite, ou graves, como pneumonia bacteriana, meningite e sepse.

Estima-se que o pneumococo seja responsável por até 50% de todos os casos de meningite bacteriana em crianças. A mortalidade nesses casos é de cerca de 30%. Além das crianças pequenas, idosos e indivíduos com comorbidades ou imunossupressão também são mais vulneráveis à doença.

A vacinação contra a doença, com a VPC10, foi incluída no calendário básico infantil em 2010. Desde então, foram reduzidos em 60% os casos de doença meningocócica em crianças de até dois anos.  Já os casos de meningite pneumocócica na mesma faixa etária caíram 65%.

No entanto, em anos mais recentes os números de casos vêm crescendo. De 2013 a 2019, o Brasil registrou uma média de 164 casos anuais de meningite pneumocócica em crianças de até 5 anos. De 2022 a 2024, a média anual subiu para 211,3 casos.

Dados da vigilância do Ministério da Saúde mostram que quase 40% dos casos graves ocorridos entre 2018 e 2023 foram causados por apenas dois tipos da bactéria não prevenidos pela VPC10, e que agora estão incluídos na formulação da nova vacina, a VPC20.

 

Com informações da Agência Brasil.