Brasil alcança menores índices de pobreza e extrema pobreza nos últimos 12 anos

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Foto: Marcello Casal/Arquivo/Agência Brasil

O Brasil atingiu em 2024 os menores índices de pobreza e extrema pobreza desde o início da série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), iniciada em 2012. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (3).

Entre 2023 e 2024, a proporção de pessoas vivendo na pobreza — renda inferior a US$ 6,85 PPC (R$ 694 mensais) — caiu de 27,3% para 23,1%, uma redução de 4,2 pontos percentuais, o equivalente a menos 8,6 milhões de pessoas nessa condição. Já a extrema pobreza — renda abaixo de US$ 2,15 PPC (R$ 218 mensais) — recuou de 4,4% para 3,5%, representando 1,9 milhão de pessoas a menos.

O IBGE destaca que, sem os benefícios de programas sociais, a taxa de extrema pobreza subiria de 3,5% para 10% da população. No caso da pobreza, o índice saltaria de 23,1% para 28,7% em 2024.

O estudo utiliza o conceito de “pobreza monetária”, que considera insuficiente a renda familiar que não garante condições básicas de vida. Segundo o instituto, a melhora dos indicadores ocorreu em um cenário de aumento da renda média da população. Em 2024, foram considerados pobres os domicílios com renda inferior a US$ 6,94 por pessoa ao mês e extremamente pobres aqueles com renda abaixo de US$ 2,18.

Apesar da melhora geral, alguns grupos seguem sendo os mais afetados, como:

  • Crianças e adolescentes de 0 a 14 anos: 39,7% estão abaixo da linha de pobreza;
  • Pessoas pardas e pretas: pobreza atinge 29,8% e 25,8%, respectivamente;
  • Mulheres: 24% vivem abaixo da linha de pobreza, acima do índice entre homens;
  • Idosos: 8,3% estão na pobreza, percentual menor devido ao acesso à aposentadoria e benefícios previdenciários.

Com informações da Agência IBGE